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Panificação pode render lucros para agricultores familiares

Panificação pode render lucros para agricultores familiares

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Assentadas de São Sebastião se preparam para produzir e comercializar bolos e biscoitos

A confecção de bolos e biscoitos é uma atividade que pode render um bom lucro para agricultores familiares. Pensando nisso, um grupo de mulheres do Assentamento 1º de Julho, na região administrativa de São Sebastião, participou, nos dias 15 e 16de junho, de um curso de panificação, oferecido pela equipe do Centro de Capacitação Tecnológica e Desenvolvimento Rural (Centrer) da Emater-DF.

De acordo com a extensionista Fernanda Lima, do escritório da Emater-DF em São Sebastião, o assentamento existe há pouco tempo. “Estamos fazendo um levantamento de quais são os interesses e vocações dos assentados. Já identificamos algumas demandas e uma delas é o trabalho com panificação”, esclarece Fernanda.

Durante o curso — ministrado pelas extensionistas Danielle Amaral e Claudia Freitas, do Centrer — as assentadas aprofundaram conhecimentos sobre a confecção de biscoitos, bolos e pães com a utilização de produtos da região, como abóbora e goiaba. “Vamos disponibilizar um espaço de comercialização para elas durante a Exposição Agropecuária de São Sebastião (entre os dias 4 e 7 de agosto), para mostrar que elas são capazes de produzir e que é possível ganhar dinheiro com essa atividade. Depois, buscaremos outros canais de venda”, acrescenta Fernanda.

O assentamento 1º de Julho possui aproximadamente 60 famílias. Algumas já produzem hortaliças e frutas. A Emater-DF está desenvolvendo o Índice de Resultados Primários para Assentamentos (IRPA) — uma metodologia de diagnóstico e proposta de atividades para os agricultores. Em breve, a comunidade deverá ser beneficiada também com casas do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR).

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Sistema Seagri e SLU se unem para propor soluções para resíduos orgânicos

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A visita às unidades de compostagem do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), realizada pelo presidente da Emater-DF, Argileu Martins, pelo secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, José Guilherme Leal, e pelo presidente da Ceasa José Deval da Silva, além de técnicos das três entidades, resultou na proposta de uma parceria com o SLU, que será oficializada no segundo semestre deste ano. A visita às unidades, ocorrida no dia 17 de junho, finalizou com uma reunião, coordenada pela presidente do Serviço, Kátia Campos.

“Nosso objetivo é reduzir a quantidade de resíduos orgânicos que se dirijam ao aterro sanitário. Vamos fazer uma análise da qualidade do composto, do tipo de ação que podemos fazer, não só para cada vez o composto ter melhor qualidade, mas também para evitarmos que o resíduo orgânico vá para o aterro sanitário”, avaliou Kátia Campos.
Ela informou que está prevista a inauguração do primeiro aterro sanitário de Brasília, no segundo semestre deste ano. “Quanto menos material reaproveitável a gente levar para o aterro, maior será sua vida útil. Então, estamos aperfeiçoando a coleta seletiva de recicláveis e essa discussão agora com a Seagri, Emater e Ceasa é para encontrarmos juntos a melhor forma de aperfeiçoar o tratamento dos resíduos orgânicos”, assegurou.

Para o secretário José Guilherme Leal a parceria do SLU com o Sistema Seagri vem em um bom momento. “Vamos fazer um trabalho de dinamização da agricultura urbana, reduzindo o lixo doméstico, por meio de compostagem caseira. Essa é uma boa oportunidade de fazermos um processo, em escala, de produção de composto orgânico para fomentar a agricultura do DF”.

A criação de um arranjo institucional para transformar o resíduo orgânico em uma boa oportunidade de negócio foi vista pelo presidente da Emater-DF como uma excelente ação da parceria proposta. “Queremos melhorar e ampliar a produção de alimentos cada vez mais saudável. Além disso, podemos dinamizar ainda mais a implementação de hortas urbanas e periurbanas, além das hortas escolares. Por isso, entendo que a reunião foi muito produtiva, porque tudo isso envolve um processo de educação ambiental, trazendo para a conversa o SLU, a Emater, Seagri, Ceasa e, é claro, o sistema de educação do DF”, argumentou Argileu.

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Em busca de alimentos cada vez mais saudáveis

Produtos orgânicos ©FOTO DAVID ALVES/MDA
Produtos orgânicos
©FOTO DAVID ALVES/MDA

Criada por lei há pouco mais de dez anos, Comissão da Produção Orgânica fortalece a atividade no Distrito Federal e nos estados

A procura por alimentos mais saudáveis tem crescido bastante em todo o mundo. No Brasil, grande parte da população prefere consumir produtos orgânicos — vegetais cultivados sem o uso de produtos químicos ou mesmo carne, ovos, leite e derivados cujos animais são tratados com alimentação e medicamentos naturais. Só no Distrito Federal, quase 200 produtores rurais já trabalham com orgânicos, e a tendência é aumentar o número.

Desde 2004, todas as 27 unidades da federação possuem uma Comissão da Produção Orgânica (CPOrg), um fórum cuja função é fomentar, auxiliar a fiscalização, propor políticas públicas e sugerir normas de controle e qualidade, tudo relacionado à agricultura livre de produtos químicos. O grupo é formado por seis integrantes de órgãos do governo e seis representantes da iniciativa privada, como cooperativas, associações e sindicadto de produtores.

A Emater-DF participa da CPOrg, juntamente com órgãos como a Secretaria de Agricultura, Embrapa, Universidade de Brasília (UnB), Instituto Federal de Brasília (IFB) — que possui um curso de Agroecologia —, e o Ministério da Agricultura, que coordena os trabalhos.

De acordo com o coordenador do Programa de Agroecologia da Emater-DF, Roberto Carneiro, a produção de alimentos orgânicos ganhou força e visibilidade em Brasília a partir da década de 1990, quando surgiram as primeiras feiras de hortaliças e frutas sem agrotóxicos no Plano Piloto. “A primeira feirinha foi instalada em 1989, na Asa Sul. Hoje, temos quase 50”, comemora.

O surgimento da CPOrg, segundo Roberto, foi importante para organizar o arranjo institucional para que a produção orgânica ganhasse força. “A Emater-DF teve uma participação muito ativa no crescimento da atividade, especialmente entre os anos 90 e a década de 2000. No entanto, sozinhos, não conseguimos ir muito longe. O apoio de todos esses órgãos foi fundamental para que pudéssemos avançar”, observa.

Para o secretário executivo da CPOrg, Claudimir Roberto Sanches, a comissão tem sido importante para acompanhar a evolução do cultivo orgânico. “A cada edição da Semana do Alimento Orgânico, mobilizamos mais pessoas. Neste ano, o Encontro Paranoá Orgânico, por exemplo, foi uma atividade nova que enriqueceu bastante a experiência”, ressalta.

Claudimir, que é fiscal agropecuário da Superintendência Federal de Agricultura (SFA, braço do Ministério da Agricultura no DF), sustenta que ainda há bastante espaço para a CPOrg se desenvolver. “À medida que a atividade se fortalece no Distrito Federal, a comissão ganha novo fôlego e intensifica sua atuação”, entende.

 

 

 

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