sexta-feira, 25 outubro, 2024
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    Covid-19: já são mais de 5,1 mil mortes em 2024

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    Número está bem próximo do recorde de mortes por dengue este ano (5,6 mil), segundo Painéis de Monitoramento do Ministério da Saúde

    Em 2024, foram notificados 5.157 óbitos por Covid-19, segundo o mais recente Informe da Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde. O número está bem próximo do recorde de mortes por dengue este ano — 5.661 até agora, segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses.

    O médico infectologista Marcelo Daher destaca que, em 2024, o Brasil bateu o recorde histórico de mortes por dengue. No entanto, em comparação com os óbitos da Covid-19, é preciso considerar quais foram realmente provocados pela doença.

    “A gente tem que tentar distinguir o que é morte por Covid-19 e morte com Covid-19. Isso é uma discussão ampla, que está acontecendo em vários lugares do mundo, porque muitas vezes você identifica Covid-19, mas essa não foi a causa do óbito. Mas é importante que as pessoas entendam que a doença ainda circula e, se as medidas de contenção não forem tomadas, nós teremos outro surto de dengue e Covid-19, que continuarão acontecendo e matando.”

    Curva de óbitos da Covid-19

    O levantamento do Ministério da Saúde sobre a Covid-19 tem como base os dados inseridos no sistema até 12 de outubro. De acordo com a apuração, só na última semana epidemiológica (SE 41), foram registrados 169 óbitos pela no país, um aumento de 31,9 % na média móvel de óbitos em comparação com a SE 40.

    Também é possível observar que o número de óbitos notificados em 2024 apresentou variação ao longo do ano. O primeiro ponto mais alto aconteceu logo na segunda semana epidemiológica, com 260 mortes registradas. O ponto mais alto até agora foi registrado na SE 38, com 305 óbitos. Já o ponto mais baixo aconteceu na SE 31, com 12 mortes pela Covid-19. Os dados também podem ser conferidos no Painel de Monitoramento da Covid-19 do Ministério da Saúde.

    Estados e municípios

    Na última semana epidemiológica (SE 41), São Paulo foi o estado que registrou o maior número de óbitos pela Covid-19 (87), seguido por Minas Gerais (39), Bahia (10), Rio de Janeiro (8) e Rio Grande do Sul (8).

    Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Sergipe não registraram nenhuma morte por Covid-19 na SE 41.

    Santa Catarina registrou 6 óbitos associados ao coronavírus; Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, 3 cada; Amazonas e Tocantins, 2 cada; e Paraná contabilizou uma morte por Covid-19 no período.

    Já em relação ao número de óbitos por Covid-19 acumulados desde o início da pandemia, o ranking estadual é:

    • SP: 184.150 óbitos
    • RJ: 78.215 óbitos
    • MG: 66.775 óbitos
    • PR: 47.015 óbitos
    • RS: 43.027 óbitos
    • BA: 32.028 óbitos
    • GO: 28.656 óbitos
    • CE: 28.215 óbitos
    • PE: 23.240 óbitos
    • SC: 23.136 óbitos
    • PA: 19.291 óbitos
    • MT: 15.241 óbitos
    • ES: 15.213 óbitos
    • AM: 14.522 óbitos
    • DF: 12.022 óbitos
    • MS: 11.300 óbitos
    • MA: 11.103 óbitos
    • PB: 10.667 óbitos
    • RN: 9.320 óbitos
    • PI: 8.445 óbitos
    • RO: 7.527 óbitos
    • AL: 7.354 óbitos
    • SE: 6.571 óbitos
    • TO: 4.302 óbitos
    • RR: 2.202 óbitos
    • AP: 2.175 óbitos
    • AC: 2.083 óbitos

    Confira no mapa o número de óbitos pela Covid-19, em 2024, no seu município:

    Síndrome Respiratória Aguda Grave

    O mais recente Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta uma diminuição de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à Covid-19 na maioria dos estados do Centro-Sul do país.

    Ao todo, em 2024, já foram notificados 144.365 casos de SRAG. Desses, 47,5% deram positivo para algum vírus respiratório em exame laboratorial e 5,5% ainda aguardam resultado. Entre os positivos, 18,9% estavam associados à Covid-19. Entre os óbitos, 52% estavam relacionados à Covid-19.

    Segundo a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella, apesar da melhoria no cenário nas últimas epidemiológicas, é importante manter as medidas de prevenção.

    “O recomendado é que a gente continue usando boas máscaras ao sair de casa, em caso de aparecimento de sintomas de síndrome gripal. Então, com qualquer sintoma como nariz escorrendo, tosse, garganta arranhando, espirro, o ideal é sair de casa usando uma boa máscara para evitar transmitir esses vírus para outras pessoas e, com isso, com essa simples atitude, a gente consegue manter a circulação desses vírus respiratórios em queda ou em baixa na maior parte do país”, orienta.

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    Fonte: Brasil 61

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

     

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