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As uvas regionais e as internacionais

As uvas regionais e as internacionais

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Etiene Carvalho – blogvinhotinto@gmail.com

Jornalista e editora do Blog Vinho Tinto

Sommelier Fisar, Especialista em Vinhos da França (FWS), especialista em Vinhos da Califórnia (CWS) e (WSET)

 

Você já ouviu falar em uvas regionais? E das uvas internacionais? Pois saiba que na produção de vinhos, são essas as duas categorias das cepas. É das diferenças entre essas categorias que tratarei neste texto.

As uvas regionais, também conhecidas como autóctones, são as originárias de um país ou ganharam status de símbolo de uma dada área vinícola por terem se adaptado bem nela. Dois bons exemplos neste quesito são a Torrontés, na Argentina, e a Carménére, no Chile. Entre os países mais voltados para este tipo de fruto regional destacam-se Itália e Portugal.

Já as uvas internacionais são aquelas dotadas de alta capacidade de adaptação. Elas têm origem em um determinado país, mas são cultivadas com êxito em diversos outros lugares. São uvas mais famosas, clássicas, justamente por não ficarem restritas a uma localidade. A França é a mais celebrada pátria das internacionais.

Entre uvas regionais e internacionais, gira em torno de 60 as variedades viníferas mais importantes. É um universo tão rico que cada uma tem suas especificidades: cor, sabor, odor, textura e aspecto físico próprios. São condições que acabam por dar aos vinhos derivados delas sua singularidade.

O que são aromas descritivos?

Para muitas pessoas, os cheiros diferentes de muitos vinhos devem-se ao incremento de frutas na produção. Porém, a razão para esse fenômeno costuma ser outra. A bebida pode ter aromas herbáceos, frutíferos ou de outra natureza sem ter havido contato com essas matérias-primas. A explicação está no fato de os componentes químicos voláteis serem os mesmos. Um exemplo é o que acontece com a Cabernet Sauvigon e a Savignon Blanc sem maturação adequada. Elas geram vinhos com muito 2-metoxi-3 isobutil pirazina, elemento aromático similar ao do pimentão verde.

O fato de cada vinho ter seus próprios valores aromáticos permite sua identificação apenas pela sua fragrância. E em geral, esses aromas derivam-se das substâncias da uva ou do processo de vinificação, sem interferência de outros atores.

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