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Couro de tilápia é alternativa para tratamento de queimaduras

Couro de tilápia é alternativa para tratamento de queimaduras

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A técnica ainda está sendo estudada para ser implementada no SUS. Hoje em dia, 97% dos casos são atendidos pela rede pública de saúde

Em 2018, o Ministério da Saúde registrou 26 mil internações por conta de queimaduras. Na mesma época, 224 mil pessoas foram atendidas com urgência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, 97% dos tratamentos dessas vítimas é realizado pela saúde pública do Brasil.

Com um índice elevado de casos no país, se tornou necessário encontrar meios que potencializem os procedimentos para otimizar a cura dos pacientes. Visando esse fator, um estudo brasileiro foi capaz de encontrar uma técnica simples, barata e menos dolorosa para o tratamento voltado às queimaduras de segundo e terceiro grau: o uso do couro da tilápia como cobertura.

“A pele do indivíduo queimado fica extremamente sensível, vermelha, inchada e com bolhas. Em algumas situações, a queimadura consegue alcançar camadas da epiderme, podendo atingir tendões, ligamentos, músculos e ossos. É por isso que novas técnicas são sempre bem-vindas, principalmente quando elas minimizam a dor do paciente”, explica Luciana Souza, enfermeira do Cenfe, centro clínico especializado em tratamento de feridas.

Hoje em dia, em apenas 1/3 dos casos de doação de órgãos, os familiares permitem a retirada da pele do falecido. Com esse número, nem todos os feridos conseguem ser tratados nos hospitais. Além disso, o Brasil possui apenas quatro bancos de pele, localizados em Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e no Rio de Janeiro. Todos esses fatores têm dificultado o atendimento de médicos e enfermeiros.

A nova técnica traz esperança para as vítimas de queimadura. De forma simplificada, o couro do peixe possui duas vezes mais colágeno do que a pele humana, o que melhora a cicatrização e evita infecções e perda de líquidos. A tilápia pode ser mantida por vários dias, desde que cuidada de forma adequada.

O novo tratamento ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicado integralmente no sistema público de saúde.

Cuidados com a queimadura – Pacientes vítimas de queimadura devem estar atentas às recomendações feitas por profissionais na área de saúde. A forma como o ferimento é tratado inicialmente é determinante para cuidados futuros.

“O atendimento nas primeiras horas após o trauma ajuda a minimizar edemas, mas, independentemente do grau da lesão, o paciente precisa ser encaminhado imediatamente ao centro especializado. O socorro rápido e especializado é fundamental para minimizar futuras sequelas evitando os riscos de infecções”, conta Souza.

Além disso, é importante frisar que não é recomendado utilizar técnicas caseiras, tais como passar óleo, manteiga, pomada ou gelo. Esses métodos podem agravar o quadro, retardando o tratamento e a cicatrização da ferida. “Os pacientes não podem, acima de tudo, tocar na lesão ou retirar tecidos que estejam sob o ferimento. Isso potencializa as infecções no local”, complementa.

SERVIÇO:

Cenfe
(61) 3045-6280
(61) 98641-9201
http://www.cenfewc.com.br

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