Início DesCONSTRUINDO com Elaine Carneiro Decidi comprar meu imóvel, e agora?
Decidi comprar meu imóvel, e agora?

Decidi comprar meu imóvel, e agora?

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Confira algumas dicas de como se preparar para o momento da compra

Primeiramente, há diferenças em decidir comprar um imóvel na planta ou pronto:

  1. O uso de FGTS pode ser feito apenas em caso de imóvel pronto, quando se emiti e se averbada o habite-se; em alguns tipos de financiamento, como crédito associativo, é possível usar o FGTS como parte da entrada, mas isso não é regra.
  2. O FGTS só pode ser utilizado em imóvel de até R$ 1,5 milhão; Caso ele esteja dentro desse valor, você poderá utilizá-lo para abater no saldo devedor de 3 em 3 anos.
  3. Tenha cuidado na hora de comprar um imóvel na planta em que se pretenda usar FGTS no ato de entrega. Por mais que o se utilize como base o valor de contrato, as avaliações de imóveis são feitas caso a caso e pode impactar na hora da entrega.
  4. Verificar junto ao seu banco qual é a sua linha de crédito. Não é regra, mas para que se tome como base, é possível financiar um valor total de até 30x a renda familiar bruta. Por exemplo, suponhamos que eu tenha uma renda de R$ 30 mil mensal, posso financiar até R$ 900 mil, desde que esse seja referente à 80% do valor do imóvel. Pense na situação, um imóvel de R$ 1.170.000,00, se eu der 20% (R$ 270 mil) na entrada, os outros 80% consigo financiar. Agora, se o imóvel é de R$ 900 mil, mesmo que eu tenha capacidade financeira para absorver esse valor, tenho que dar os mesmos 20% (R$ 180 mil).
  5. Carta de crédito contemplada pode ser usada da mesma maneira que o FGTS, após emissão e averbação do habite-se. Da mesma maneira, mesmo que você tenha capacidade financeira e a sua carta seja mais alta do que o valor do imóvel de interesse, é necessário que se dê a entrada também. A carta é vinculada à matrícula do imóvel. É uma pré-aprovação, mas não é a contratação. Ela também é um tipo de financiamento.
  6. Não é possível embutir na carta de crédito pré-aprovada um valor para reforma. Para isso, há outras linhas de crédito.
  7. Faça os planos para que a prestação do financiamento caiba no seu bolso. Geralmente, é possível comprometer até 30% da renda familiar bruta.
  8. Verifique se não há restrições em seu nome. Muitas pessoas abrem empresas e não dão baixa ou ficam em débito com algum órgão, isso pode ser um problema na hora de contratar um financiamento; No site da Receita Federal é possível retirar uma certidão de nada consta.
  9. Saiba a média de valor de metro quadrado na região em que quer morar. Pesquise primeiro, pois, por mais que as construtoras queiram vender, dificilmente abrem muita margem para negociação.
  10. Reserve um dinheiro; quando o imóvel está na construtora, quanto mais alto o valor da entrada, mais desconto é possível barganhar. Isso porque elas costumam usar um mecanismo de cálculo de valor do dinheiro que você irá pagar até a data de entrega do imóvel e se fosse pagamento à vista.

Nenhum corretor quer ver seu cliente solicitando destrato por conta de falta de informação. Por isso, procure um corretor que tenha conhecimento de mercado e de todas essas regrinhas. Um imóvel pode se tornar um grande problema quando a transação não é acompanhada por profissionais sérios e éticos. Boa sorte.

 

 

 

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