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DF registra menor taxa de desemprego do ano

DF registra menor taxa de desemprego do ano

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Houve registro de mais 30 mil pessoas ocupadas no DF e alta de 3,3% na quantidade de trabalhadores com carteira assinada. Setor de serviços abriu maior número de postos

A Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) divulgou, nesta terça-feira (22/12), a Pesquisa de Emprego e Desemprego do Distrito Federal (PED-DF) e da Área Metropolitana de Brasília (PED-AMB). A taxa de desemprego ficou em 17,8% no DF, e em 24,3% na Periferia Metropolitana de Brasília (PMB). Na capital do país, a quantidade de desempregados no mês passado ficou em 288 mil.

A AMB é composta pelo Distrito Federal e 12 municípios goianos próximos: Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Padre Bernardo, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás. A PMB compreende apenas os 12 municípios goianos. Nessa área apenas, o índice de desemprego ficou em 19,6%.

Para a Codeplan, considerado o impacto significativo que a pandemia causou no mercado de trabalho local e nacional, a taxa de desemprego em novembro demonstrou sinais de recuperação econômica. O resultado seria reflexo da reabertura de diversos setores produtivos e das contratações temporárias típicas do fim do ano.

A presidência da companhia destaca que, no período mais crítico da pandemia, a taxa de desemprego atingiu 21,6%, com 330 mil pessoas desempregadas. Em novembro, o contingente de ocupados no mercado de trabalho brasiliense aumentou em 30 mil pessoas (2,3%). O ramo de serviços representou 4% do total de novas vagas (37 mil). Na indústria de transformação, houve criação de 1 mil postos (2,2% do total).

Por outro lado, comércio teve 3 mil cargos a menos (-1,3%); o ramo da construção civil fechou 2 mil vagas (-2,6%); e a administração pública, 1 mil (-0,6%).

Aumento de assalariados

A quantidade de assalariados — trabalhadores com carteira assinada — no mercado de trabalho do DF aumentou em 29 mil pessoas (3,3%), sendo 22 mil no setor privado (3,7%) e 5 mil no setor público (1,7%). No setor privado, a alta da quantidade de celetistas chegou a 3,4%, correspondentes a 17 mil pessoas. Sem carteira assinada, o aumento foi de 5 mil (5,4% a mais).

Entre autônomos e empregados domésticos, houve aumento de 6 mil (2,6%) e 1 mil (1,3%) trabalhadores, respectivamente. No entanto, houve redução de 6 mil (-5,6%) trabalhadores de outras áreas, como donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração e profissionais liberais.

Além disso, a pesquisa revelou expressivas diferenças salariais entre os trabalhadores do Distrito Federal e dos municípios da PMB. Em outubro, o rendimento médio real dos ocupados na capital federal foi de R$ 3,6 mil, enquanto o dos assalariados foi de R$ 4,3 mil. Na Periferia Metropolitana de Brasília, esses valores ficaram em R$ 1,8 mil e R$ 1,7 mil, respectivamente.

A pesquisa foi promovida em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos socioeconômicos (Dieese).

(Por Agência Brasília)

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