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Doença do carrapato

Doença do carrapato

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Você sabia que seu melhor amigo pode ter a doença transmitida pelo carrapato e não mostrar qualquer sinal clinico?

Rotineiramente na clínica veterinária são atendidos casos de animais com doenças infecciosas, muitas delas são conhecidas como hemoparasitoses. No Distrito Federal, a estimativa da população de animais segundo a campanha de vacinação antirrábica de agosto de 2016, é de 339,2 mil cães e gatos, sendo 279 mil (82,25%) cães e 61 mil (17,98%) gatos.  Os animais tornam-se alvos fáceis desses tipos de doenças, visto que os mesmos podem adquiri-las após a picada de ectoparasitas contaminados com os agentes causadores, que facilmente podem ser encontrados livres no ambiente. São enfermidades causadas por bactérias que parasitam as células sanguíneas e podem causar anemia grave, baixa de plaquetas e depressão da imunidade. O carrapato Rhipicephalus sanguineus mais conhecido como carrapato marrom do cão, é o grande vilão causador das três principais hemoparasitoses mais frequentes no Brasil, a Erliquiose canina, Anaplasmose e Babesiose.  O seu cãozinho não precisa estar infestado por carrapatos para ter as doenças, basta ser picado por um carrapato contaminado com a bactéria e ele já poderá desenvolver a enfermidade. No caso da Erliquiose canina, o animal pode desenvolver a doença de forma subclínica, sem apresentar sinais clínicos específicos, no entanto, normalmente após uma baixa na imunidade, a doença ganha força e evolui para a forma aguda, que se não tratada pode causar supressão da produção de células pela medula levando o animal a óbito. O diagnóstico precoce é essencial para um bom prognóstico e conta com a ajuda do proprietário do bichinho, observando os sinais clínicos que ele irá apresentar como febre, perda de apetite, depressão, perda de peso, palidez das mucosas, sangramento nasal, presença de sangue nas fezes e corrimentos oculares. O tratamento será realizado de acordo com a condição de saúde do animal, visto que este pode desenvolver mais de uma doença ao mesmo tempo, e também pode haver infecções secundárias causadas por bactérias que irão se aproveitar do mau estado de saúde do paciente. O mesmo consiste em uso de antibiótico específico por quase 30 dias, reidratação e suplementação vitamínica, já que o animal enfermo não se alimenta e dificilmente ingere água. Em alguns casos faz-se necessário a transfusão sanguínea, uma vez que o volume de células apresenta-se muito baixo. A prevenção é sempre a melhor escolha. O mercado Pet dispõe de vários produtos como soluções utilizadas para limpeza do ambiente, coleiras ou comprimidos para prevenção de ectoparasitas, além disso é muito importante manter as vacinas atualizadas e a administração de vermífugos pelo menos três vezes ao ano. Leve seu bichinho para consultas periódicas com o Médico Veterinário, tire suas dúvidas e mantenha a boa saúde do seu amigão.

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