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Endividamento das famílias brasilienses registra leve queda no mês de setembro

Endividamento das famílias brasilienses registra leve queda no mês de setembro

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Endividamento das famílias brasilienses registra leve queda no mês de setembro 

O endividamento das famílias brasilienses registrou leve queda no mês de setembro em comparação com agosto. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Fecomércio-DF, o número de famílias com algum tipo de dívida na capital do País passou de 626.419 em agosto para 608.359 em setembro. Isso significa que 60,4% das famílias brasilienses estão endividadas, ante 62,3% em agosto. No mesmo período do ano passado, a taxa de endividados era de 80,3%. Já o montante de contas em atraso registrou aumento: passou de 146.112 mil famílias para 157.352.

O presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, explica que a pandemia freou o consumo dos brasilienses. Segundo ele, o índice de endividamento está muito abaixo do que foi registrado no ano passado. “É uma diferença grande em relação a 2019. Isso denota que a crise afetou o poder de compra e do uso do cartão de crédito: o principal instrumento de dívidas na capital do País. Por outro lado, se formos olhar pela comparação mensal, a queda no endividamento está sendo menos intensa, o que pode demonstrar que as pessoas estão voltando a usar o crédito, um reaquecimento no varejo, após meses de portas fechadas”, diz Maia. Segundo o presidente da Federação, o índice de endividamento deve continuar estável nos próximos meses, sem muitas variações. “Muita gente perdeu o emprego e o poder de compra. Com isso, as pessoas estão evitando comprar bens duráveis: fugindo do parcelamento e gastando apenas no essencial”, conclui Francisco Maia.

O estudo mostra ainda que 9,4% dos entrevistados estão muito endividados nas modalidades: cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros. Já 18,2% estão mais ou menos endividados; 32,8% pouco endividados; 38,7% não tem dívidas que envolvem essas modalidades. O principal instrumento do endividamento da população da capital do País continua sendo o cartão de crédito: 69,6%, seguido por financiamento de carro (19,4%) e financiamento de casa (18,2%). Dentre os endividados, 49,3% disseram estar comprometidos com dívidas por mais de um ano.

A Pesquisa de Endividamento   Inadimplência do Consumidor (Peic) orienta os empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor, fornecendo dados sobre o nível de comprometimento da renda do comprador com dívidas e sua percepção em relação à capacidade de pagamento.

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