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sábado, 27 abril, 2024
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    DF vai ganhar primeiro hospital privado dedicado ao tratamento do câncer

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    A partir de setembro, o Distrito Federal contará com o primeiro hospital privado dedicado ao paciente oncológico. O empreendimento é resultado de uma joint venture que reúne dois serviços de tradição no setor de saúde suplementar: o Hospital Anchieta e o Centro de Câncer de Brasília – Cettro.

    Batizado de Hospital do Câncer Anchieta, o negócio trará à capital federal um modelo inovador para o setor de saúde, inspirado em uma prática de sucesso do varejo: a “shop in shop” ou loja dentro de outra loja. O novo serviço funcionará dentro do complexo hospitalar Anchieta, mantendo, contudo, identidade, unidades e equipes próprias.

    A estrutura contará com portal de acesso com serviço de concièrge hospitalar, ambulatório com hospital-dia, 28 flats para internação oncológica, UTI oncológica, Unidade de Transplante de Medula Óssea e Pronto-Atendimento Oncológico 24h. “Concebemos um serviço de alta resolutividade, capaz de atender o paciente de maneira integral”, destaca dra. Naiara Porto, executiva à frente do projeto.

    O Hospital do Câncer Anchieta nascerá com outros atributos destacáveis. “Já levamos em consideração os critérios defendidos pela ANS no projeto Oncorede, modelo que deverá definir o funcionamento ideal dos serviços de oncologia voltados à saúde suplementar”, antecipa o dr. Murilo Buso, superintendente do Cettro. Para a qualidade, o novo serviço vai adotar a certificação ONA 3 – selo já obtido tanto pelo Hospital Anchieta quanto pelo Cettro, que possuem expertise nessa acreditação. Há, ainda, projeto de adesão ao Planetree, programa internacional de assistência centrada no paciente.

    O negócio vai gerar cerca de  400 empregos, além de reunir em seu corpo clínico mais de 40 profissionais de saúde altamente capacitados. A segunda etapa do projeto prevê ações de pesquisa e ensino.

    Até 2030, o câncer gerará mais de 21 milhões de novos casos e 13 milhões de óbitos ao ano. Há perspectivas de que um em cada dois indivíduos enfrentem, em alguma etapa da vida, o diagnóstico da doença. “O desenvolvimento de serviços integrados, como será o Hospital do Câncer Anchieta, é uma das armas preconizadas para enfrentamento eficaz dessa realidade”, conclui dr. Murilo.

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